DEBORAH

“Sempre evitei falar de mim, falar-me. Quis falar de coisas, mas na seleção dessas coisas não haverá um falar de mim?” João Cabral de Melo Neto.

14.7.09

LINK SOBRE A REFORMA ORTOGRÁFICA (clicar na palavra reforma para obter todas as dicas da mudança ortográfica) 

Acentuação dos ditongos das palavras paroxítonas

Some o acento dos ditongos (quando há duas vogais na mesma sílaba) abertos éi e ói das palavras paroxítonas (as que têm a penúltima sílaba mais forte):

idéia ideia
bóia boia
asteróide asteroide
Coréia Coreia
platéia plateia
assembléia assembleia
heróico heroico
estréia estreia
paranóia paranoia
Européia Europeia
apóio apoio
jibóia jiboia
jóia joia
ATENÇÃO! As palavras oxítonas como herói, papéis, troféu mantêm o acento.
criado por josearruda    23:33 — Arquivado em: Sem categoria

6.6.09

ADVÉRBIO

Conheça essa classe de palavras

Patrícia Cordeiro Sbrogio*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Advérbio é a palavra que modifica o verbo, exprimindo a circunstância da ação verbal (tempo, modo, intensidade, etc.). Alguns advérbios podem modificar um adjetivo ou outro advérbio. Exemplos:

Página 3

Algumas vezes, o advérbio é representado por duas ou mais palavras. Nesse caso, recebe o nome de locução adverbial. Veja alguns exemplos de locuções adverbiais: à direita, à esquerda, à frente, à vontade, em vão, por acaso, frente a frente, de maneira alguma, de manhã, de súbito, de propósito, de repente, etc.

Classificação dos advérbios

Os advérbios e as locuções adverbiais são classificados de acordo com o seu valor semântico, isto é, com a circunstância que expressam. Observe a classificação de alguns advérbios e locuções adverbiais:

Classificação
Advérbios e locuções adverbiais
Tempo agora, hoje, ontem, cedo, tarde, à tarde, à noite, já, no dia seguinte, amanhã, de manhã, jamais, nunca, sempre, antes, breve, de repente, de vez em quando, às vezes, imediatamente, etc.
Lugar aqui, ali, aí, lá, cá, acolá, perto, longe, abaixo, acima, dentro, fora, além, adiante, distante, em cima, ao lado, à direita, à esquerda, em algum lugar, atrás, etc.
Modo bem, mal, assim, pior, melhor, depressa, devagar, à toa, às pressas, à vontade, rapidamente, calmamente, infelizmente (e a maioria dos advérbios terminados em -mente), etc.
Negação não, absolutamente, tampouco, nunca, de modo algum, de forma alguma, etc.
Afirmação sim, realmente, deveras, certamente, sem dúvida, efetivamente, com certeza, de fato, etc.
Intensidade muito, pouco, bastante, suficiente, demais, mais, menos, tão, etc.
Dúvida talvez, possivelmente, provavelmente, quiçá, etc.
Interrogação onde, quando, como, etc.

Grau do advérbio

Os advérbios são considerados palavras invariáveis, pois não sofrem flexão de gênero e de número. No entanto, alguns advérbios sofrem flexão de grau como os adjetivos. Observe:

Grau comparativo:

  • de igualdade: na formação do comparativo de igualdade, utilizamos o tão antes do advérbio e o como ou quanto depois.
    Exemplo: Os alunos chegaram tão cedo quanto os professores.
  • de superioridade: na formação do comparativo de superioridade, utilizamos o mais antes do advérbio e o que ou do que depois.
    Exemplo: Os alunos chegaram mais cedo do que os professores.
  • de inferioridade: na formação do comparativo de inferioridade, utilizamos o menos antes do advérbio e o que ou do que depois. Exemplo: Os alunos chegaram menos cedo do que os professores.

    Grau superlativo: O grau superlativo dos advérbios pode ser analítico ou sintético.

  • Analítico: é formado com auxilio de um advérbio de intensidade.
    Exemplo: Cheguei muito cedo à escola ontem.
  • Sintético: é formado pelo acréscimo do sufixo ao advérbio.
    Exemplo: Cheguei cedíssimo à escola ontem.

    Os advérbios bem e mal admitem as formas de comparativo de superioridade sintéticas, melhor e pior, respectivamente.

  • *Patrícia Cordeiro Sbrogio é formada em letras pela Universidade de São Paulo e é professora de língua portuguesa na rede particular de ensino do Estado de São Paulo.
    criado por josearruda    16:07 — Arquivado em: Sem categoria

    “Abdômen” tem acento, mas “abdomens” não

    Por Thaís Nicoleti

    “Em tom professoral e segurando uma varinha, o ministro da Defesa falou em ‘restos de corpos’ e ‘abdomens intactos’ sem a menor cerimônia.”

    A dúvida que a passagem suscitou diz respeito à acentuação gráfica da palavra “abdomens”. Afinal, deveria haver aí um acento?

    Muito bem. É bom que se diga, de início, que são corretas as formas “abdome” (sem acento), “abdômen” (com acento circunflexo, no Brasil) e “abdómen” (com acento agudo, em Portugal).

    O acento é necessário às palavras paroxítonas terminadas em “n”, como ocorre não só com “abdômen” mas também com “pólen”, “hífen”, “próton” e tantas outras. O problema aparece no plural. Por quê?

    As palavras paroxítonas terminadas em “-em” e “-ens” não são graficamente acentuadas e o motivo disso é o sistema de oposições de acentuação do português. Como as oxítonas de mesma terminação são obrigatoriamente acentuadas (porém, alguém, ninguém, parabéns, vinténs etc.), as paroxítonas não o são (jovem, homem, item, itens, hifens, polens, abdomens etc.).

    O que leva à confusão, entretanto, é o fato de uma palavra ter acento no singular e não o ter no plural. No singular, as paroxítonas terminadas em “n” recebem acento. Ao serem pluralizadas, algumas deixam de ter o acento (somente aquelas terminadas em “-ens”). Assim: hífen e hifens, pólen e polens, abdômen e abdomens etc.

    criado por josearruda    16:01 — Arquivado em: Sem categoria

    DICAS DE PORTUGUÊS

    Substantivos requerem artigos

    Por Thaís Nicoleti

    “Funcionários e professores de USP, Unesp e Unicamp pedem 16%, além da incorporação de uma parcela fixa de R$ 200.”

    Os substantivos em português são, normalmente, antecedidos de um determinante - na maior parte das vezes, o artigo. Sua ausência é que deve ter algum tipo de motivação.

    A imprensa tende a abolir o artigo em títulos. Veja o seguinte exemplo: “Justiça aceita denúncia contra delegado da Polícia Federal”. Mesmo nesse título, ocorre um artigo (antes de Polícia Federal).

    No período acima, os substantivos que estão no plural (funcionários e professores) assumem sentido genérico graças à supressão dos artigos. O que não se justifica, porém, é a eliminação dos artigos antes dos nomes das universidades.

    Trata-se de funcionários e professores da USP, da Unesp e da Unicamp. São eles que reivindicam aumento salarial de 16%. O uso é testemunha de que essa construção é artificial. Não se diz que o profissional se formou em USP nem que o candidato conseguiu uma vaga em Unicamp. Os artigos são obrigatórios nesse caso.

    Veja, abaixo, a correção:

    Funcionários e professores da USP, da Unesp e da Unicamp pedem 16%, além da incorporação de uma parcela fixa de R$ 200.

    criado por josearruda    15:54 — Arquivado em: Sem categoria

    24.4.09

    Sobre a Reforma Ortográfica

    Prefixo “recém-” continua requerendo o hífen
    Por Thaís Nicoleti

    “Neste ano, porém, o prefeito recém empossado Idson Brito (PSDB), um cardiologista, diz ter conseguido controlar a doença.”

    Nesta fase de transição da ortografia antiga para a nova, muita gente hesita ante a possibilidade de usar o hífen. É bom que se diga que nem tudo mudou quando o assunto é o traço de união.
    Os prefixos oxítonos terminados em “-em”, graficamente acentuados, sempre são presos por hífen ao termo subsequente. É o que justifica grafias como “além-mar”, “além-túmulo”, “além-fronteiras”, “aquém-mar”, recém-nascido, recém-inaugurado etc.Note que o hífen nesses casos independe da letra inicial do segundo termo.
    Ele ocorre em qualquer situação. Essa regra não sofreu alteração com a reforma ortográfica.Veja, abaixo, o texto corrigido:

    Neste ano, porém, o prefeito recém-empossado Idson Brito (PSDB), um cardiologista, diz ter conseguido controlar a doença.

    fonte:http://educacao.uol.com.br/dicas-portugues/ult2781u933.jhtm

     

    “Não” perde o hífen depois de reforma ortográfica
    Por Thaís Nicoleti

    “Funcionários com assento nos conselhos recebem adicional de salário. Não-funcionários recebem até R$ 12 mil pela participação.”

    É verdade que nem sempre era fácil perceber quando o advérbio de negação “não” atuava como prefixo, mas a poda radical que se fez nos hifens que o ligavam a substantivos ainda vai demorar a ser absorvida pelos usuários escolarizados da língua.
    O advérbio, segundo sua definição tradicional, é uma palavra que modifica verbos, adjetivos e outros advérbios; não é, portanto, um modificador de substantivos. Assim, era fácil perceber que, diante de substantivos, o “não” assumia o valor dos prefixos de negação (”des-” ou “i-”) e essa sua condição levava ao emprego do hífen como sinalização gráfica.
    Havia ainda o caso de adjetivos que igualmente admitiam o prefixo “não” - com hífen por haver clareza quanto à sua condição de substituto de outros prefixos (não-governamental, por exemplo).
    Agora, em busca da simplificação, a interpretação oficial do texto do Acordo Ortográfico determina a supressão do hífen que separava a palavra “não” de nomes em geral. Abaixo, o texto corrigido:

    Funcionários com assento nos conselhos recebem adicional de salário. Não funcionários recebem até R$ 12 mil pela participação.

    Paulo Ramos
    Paulo Ramos é jornalista, professor e consultor de língua portuguesa do Grupo Folha-UOL

    criado por josearruda    21:34 — Arquivado em: Sem categoria

    23.3.09

    li num blog, e achei muito interessante:Mediocridade A definição de medíocre é o ser médio, ou seja, aquele que não é bom nem ruim, não é horroroso nem bonito, não fede mas também não é perfumado. Será que é bom ser medíocre? O que se vê por ai ultimamente é a “Ode à medíocridade” gente que se sente bem em ser medíocre, em prestar um serviço medíocre, em viver em uma sociedade medíocre, aqueles que adoram trabalhar em empresas medíocres e que acima de tudo se acham… Sensacionais! Veja durante todo o seu dia os mais diversos tipos de medíocridades existentes, parece que as pessoas adoram viver em um ambiente de passividade permanente, onde o ideal é não se comprometer, fazer o básico e nunca fazer a diferença. Atualmente quem faz a diferença é visto pelos medíocres como aquele que quer puxar o tapete, o aparecido e porque não o que quer levar alguma vantagem. Certo é o medíocre que se esconde em sua insignificancia e vai vivendo sua vida sem se expor, sem buscar o algo mais, o diferencial. O resultado disso tudo é uma sociedade burra e que se conforma com o “Vai ser sempre assim”. De certo a falta de esperança é um sentimento que faz parte da caminhada do ser humano, entretanto, nossas vidas não podem ser regidas por um sentimento que joga as pessoas em uma situação de total apatia. Veja só a qualidade dos serviços prestados em todas as áreas da sociedade. Desde a maior empresa até o boteco da esquina, o que se vê? Serviço mal feito, atendimento ruim e problemas não resolvidos. Isto acontece principalmente por conta da nossa tão citada medíocridade, quem presta serviço pensa “Ah tá bom” ou “Pr´a quem é tá bom” ou pior “Bom, já pagou mesmo…” O tão famoso senso de medíocridade. Pensa-se apenas em Prestar o serviço e não em Fazer o MELHOR serviço. Existem ainda os medíocres que se acham os melhores! Estes são elementos perigosos. Já dizia um mestre meu. “Pior do que um incompetente é uma besta motivada!” São aqueles medíocres que fazem o básico, o mais do mesmo e vendem o resultado como se estivessem realizando a grande revolução mundial! Hoje este tipo de gente é facilmente reconhecido fazendo apresentações com muitos recursos gráficos e pouco conteúdo nas empresas. E onde está o senso de fazer diferente, a vontade de proporcionar o algo mais? Talvez estejam perdidos nas mentes atrofiadas, nos bancos escolares, nos bares, nas ruas, nos olhares dos mais velhos. Talvez a falta de vontade pode ter sua origem na falta de amor que as pessoas têm em realizar suas atividades ou em viver em sociedade. Como não há interesse pelo que se produz não é possível promover o novo. Creio que já citei esta frase neste espaço mas vale a pena repetir: “SÓ FAZ DIFERENTE QUEM FAZ POR AMOR!” Se falta amor não há evolução humana. Resta a medíocridade. Escrito por oaraujo às 22h38

    criado por josearruda    16:05 — Arquivado em: Sem categoria

    22.3.09

    Lucinda Persona

    Biografia
    Lucinda Nogueira Persona é paranaense de Arapongas. Passou a infância em Marialva, PR. Vive em Cuiabá, MT, desde 1965. Bióloga pela Universidade Federal de Mato Grosso e Mestre em Histologia e Embriologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi professora da UFMT até aposentar-se. Atualmente, é professora de Histologia em cursos da área da Saúde (Farmácia e Bioquímica, Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Odontologia e Medicina Veterinária) na Universidade de Cuiabá. Escreve desde a infância. Fez estréia na poesia com a obra Por imenso gosto (São Paulo: Massao Ohno, 1995), com a qual obteve Prêmio especial do Júri “Concurso Cecília Meireles”, União Brasileira de Escritores. Seguiram-se outras publicações, poesia e literatura infanto-juvenil. Com a obra poética mais recente, Sopa escaldante (Rio de Janeiro: 7Letras, 2001), recebeu o Prêmio Cecília Meireles 2002, União Brasileira de Escritores. Participou da antologia de contos Na margem esquerda do rio: contos de fim de século (São Paulo: Via Lettera, 2002). Colabora com jornais mato-grossenses (A Gazeta, Diário de Cuiabá, A Folha do Estado) escrevendo resenhas, crônicas e contos.

    Bibliografia
    POR IMENSO GOSTO. São Paulo: Massao Ohno Editor – 1995 – Poesia.
    ELE ERA DE OUTRO MUNDO. Cuiabá: Tempo Presente – 1997 – Infanto-juvenil.
    SER COTIDIANO. Rio de Janeiro: 7Letras – 1998 – Poesia.
    A CIDADE SEM SOL. Rio de Janeiro: Razão Cultural – 2000 – Infanto-juvenil.
    SOPA ESCALDANTE.. Rio de Janeiro: 7Letras – 2001 – Poesia.

    Tuiuiú (Lucinda Persona)

    De nossas necessidades

    faço histórias, ponderações, estudos

    explicação comum de tuiuiú em tenho:
    ele passou da conta no crescer
    o tuiuiú, quando acorda e abre as asas,
    ultrapassa as bordas do amanhecer
    deste modo,o espaço aéreo só comporta um.
    O tuiuiú é tão grande, tão grande que
    ao levantar vôo
    o céu sai de perto.
    Por fim, Senhor meu, por fim
    quando um tuiuiú vai a óbito
    (por nesta vida não falta adversidade)
    quando um tuiuiú vai a óbito,
    as borboletas requisitam guindaste
    (pelo meno para as penas - do lado do coração).
    Foto: Deborah (Transpantaneira)

    criado por josearruda    15:09 — Arquivado em: Sem categoria

    Poema de Vitor Hugo

    Desejo primeiro que você ame,
    E que amando, também seja amado.
    E que se não for, seja breve em esquecer.
    E que esquecendo, não guarde mágoa.
    Desejo, pois, que não seja assim,
    Mas se for, saiba ser sem desesperar.
    Desejo também que tenha amigos,
    Que mesmo maus e inconseqüentes,
    Sejam corajosos e fiéis,
    E que pelo menos num deles
    Você possa confiar sem duvidar.
    E porque a vida é assim,
    Desejo ainda que você tenha inimigos.
    Nem muitos, nem poucos,
    Mas na medida exata para que, algumas vezes,
    Você se interpele a respeito
    De suas próprias certezas.
    E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
    Para que você não se sinta demasiado seguro.
    Desejo depois que você seja útil,
    Mas não insubstituível.
    E que nos maus momentos,
    Quando não restar mais nada,
    Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
    Desejo ainda que você seja tolerante,
    Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
    Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
    E que fazendo bom uso dessa tolerância,
    Você sirva de exemplo aos outros.
    Desejo que você, sendo jovem,
    Não amadureça depressa demais,
    E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
    E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
    Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
    É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
    Desejo por sinal que você seja triste,
    Não o ano todo, mas apenas um dia.
    Mas que nesse dia descubra
    Que o riso diário é bom,
    O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
    Desejo que você descubra ,
    Com o máximo de urgência,
    Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
    Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
    Desejo ainda que você afague um gato,
    Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
    Erguer triunfante o seu canto matinal
    Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
    Desejo também que você plante uma semente,
    Por mais minúscula que seja,
    E acompanhe o seu crescimento,
    Para que você saiba de quantas
    Muitas vidas é feita uma árvore.
    Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
    Porque é preciso ser prático.
    E que pelo menos uma vez por ano
    Coloque um pouco dele
    Na sua frente e diga
    `Isso é meu`,
    Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
    Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
    Por ele e por você,
    Mas que se morrer, você possa chorar
    Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
    Desejo por fim que você sendo homem,
    Tenha uma boa mulher,
    E que sendo mulher,
    Tenha um bom homem
    E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
    E quando estiverem exaustos e sorridentes,
    Ainda haja amor para recomeçar.
    E se tudo isso acontecer,
    Não tenho mais nada a te desejar.

    criado por josearruda    15:05 — Arquivado em: Sem categoria

    20.3.09

    Dicas de português

    Concordância com porcentagem causa hesitação

    Por Thaís Nicoleti

    “Da área transferida, segundo o governador, 80% estão ocupadas e serão regularizadas.”

    A concordância com o sujeito representado por porcentagem é sempre alvo de dúvida ou hesitação. A recomendação é que se faça o verbo concordar com o termo mais próximo (concordância atrativa).

    Há quem questione esse princípio, visto como “ilógico”, já que o núcleo do sujeito é a expressão numérica. Ocorre, entretanto, que a gramática não é inventada por alguém. É antes a descrição dos comportamentos regulares da língua.

    Assim, observa-se a tendência dos usuários do idioma a preferir o termo investido de noção semântica qualitativa ao termo abstrato (representado pelo número) no momento de atribuir uma ação ao sujeito. Entende-se, assim, a concordância atrativa prevalecer sobre a concordância lógica quando o período está na ordem direta.

    Havendo a inversão sintática, porém, a situação é um pouco diferente, pois não há como fazer concordância atrativa com um termo que ficou distante do verbo. Na frase em destaque, as formas verbais (estão ocupadas e serão regularizadas) não concordam nem com o substantivo “área” (feminino, mas singular) nem com o numeral 80 (plural, mas masculino). Não há, portanto, como justificar a construção escolhida pelo redator.

    Nesse caso, as formas verbais deveriam concordar com o numeral, que, afinal, é o elemento mais próximo delas. Veja abaixo a correção:

    Da área transferida, segundo o governador, 80% estão ocupados e serão regularizados.

     

    Recuo de adjunto adverbial garante clareza do texto

    Por Thaís Nicoleti

    “Jovem assassina 15 pessoas e depois se mata na Alemanha”

    O título jornalístico destacado acima aparentemente não apresenta problemas, mas, lido com certa atenção, suscita uma questão sintática importante.

    O fato, largamente divulgado na imprensa, ocorreu na Alemanha. Foi nesse país que o jovem assassinou 15 pessoas e, em seguida, cometeu o suicídio.

    Do ponto de vista gramatical, observamos que o período tem dois verbos (é um período composto), portanto duas orações. O adjunto adverbial de lugar (”na Alemanha”) diz respeito a ambas as ações, não a uma só. Posto, entretanto, no final do período, sugere pertencer apenas à segunda oração, como se o jovem tivesse assassinado 15 pessoas em algum lugar não mencionado e, depois disso, tivesse ido para a Alemanha, onde teria cometido o suicídio.

    Essa interpretação indesejada seria eliminada caso o adverbial de lugar fosse colocado no início do período: “Na Alemanha, jovem assassina 15 pessoas e depois se mata”. O recuo do adjunto adverbial, num caso como esse, vai além da questão estilística, da manobra de ênfase que geralmente o justifica. Aqui converge para a clareza do texto.

    Sugere-se, portanto, a seguinte construção:

    Na Alemanha, jovem assassina 15 pessoas e depois se mata

    Paulo Ramos

    Paulo Ramos é jornalista, professor e consultor de língua portuguesa do Grupo Folha-UOL

    E-mail: peramos@uol.com.br

     

    fonte:http://educacao.uol.com.br/dicas-portugues/ult2781u917.jhtm

     

    criado por josearruda    10:14 — Arquivado em: Sem categoria

    17.3.09

    AGRADECIMENTO

    OBRIGADA PELA VISITA. TENHO TAMBÉM UM OUTRO BLOG DE LÍNGUA PORTUGUESA E OUTRAS COISINHAS. O ENDEREÇO É: deborah-felicidade.blogspot.com AGUARDO A VISITA DE VOCÊS BEM COMO ESPERO AJUDÁ-LOS NAS ATIVIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA.

                            COM CARINHO

                                       DEBORAH

    criado por josearruda    17:03 — Arquivado em: Sem categoria

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